sexta-feira, 19 de abril de 2013

Modernidade: entre o novo que é velho e o inédito que não é humano

Modernidade: entre o novo que é velho e o inédito que não é humano
 
"O mundo moderno está mais louco do que qualquer sátira que dele se faça."
(G. K. Chesterton)
 
De todas as forças humanas que no Mundo -- em seu sentido clássico, ontológico -- atuam e operam, nada há que já não tenha sido, que já não tenha marcado, pressionado e arranhado o tempo (assim como a admissão de um espaço interno gera a compreensão da existência de um espaço externo, a percepção de um tempo interno revela um externo -- formas de existência segundo Kant. Contudo, seja como for, o tempo físico é diferente do tempo humano). Ou seja, na Humanidade a completa e absoluta originalidade não existe; portanto, no percurso do homem sobre a terra, o que se pode distinguir e bem notar são graduais e esporádicos movimentos de ir e vir, esquecer e lembrar, colocar e retirar, resgatar e abandonar, aceitar e repugnar, expor e esconder, acrescentar ao/do mesmo e retirar ao/do mesmo. Certo está que, incontáveis vezes, variam-se as formas do querer e do agir, entretanto, o conteúdo essencial primário mantém-se satisfatoriamente íntegro: os impulsos, os mesmos; a expressão deles, múltipla. O rei-filósofo Salomão, em seu realista Eclesiastes, resume tal questão ao afirmar que "O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol." (capítulo 1, versículo 9)

O que é de certa forma original na História é o ativo predomínio temporal e geograficamente concentrado deste ou daquele "Betriebssystem" e o decorrente arranjo de determinados "ingredientes" dele/nele. As receitas e produtos são diversificados, por assim dizer, mas os compostos são os mesmos, em outras palavras, ideologias e culturas não apenas alicerçam-se em terreno comum, mas constrõem seus edifícios valendo-se do mesmo material, mas com exclusão de uns e outros e em variável dosagem. Portanto, não se pode esquivar ante à conclusão de que o homem não é produto do meio; antes, é o meio pelo qual se produz sempre o mesmo da mesma coisa.

A simples exemplo destas "variações sobre um mesmo tema", tomemos o fato da morte do homem pelo homem. Se o mais primitivo Neanderthal ia à peleja munido de forte porrete de pinus, este animus bellandi acompanhou seus sucessores, pondo na mão deles (nós) a pedra lascada, o arco-e-flecha, a espada forjada em variada gama de metais, o aríete e, com a pólvora, o canhão e seus rebentos até a metralhadora de Gatling, desembocando na recém-adubada "rosa radioativa." Aqui, temos a variação quanto ao meio -- sempre físico. Outro componente a ser considerado é o motivo gerador da ação. Mais subjetivo, portanto ainda mais inumerável nos porquês (não obstante nunca serem, também, singulares e genuínos), há contudo pelo menos duas categorias morais que o criva e enquadra -- o motivo -- quanto à disposição psicológica do indivíduo: legitimidade e ilegitimidade. Haverá o porquê que se pretenda moral e o quê se tenha por imoral -- com todas as suas graduações e enquadramentos de consciência, inclusive o argumentativo "auto-engano." Cá, eis a variação quanto ao querer -- sempre imaterial. Em suma: independentemente do meio e do motivo, mata-se e, potencialmente, todos podem matar.

Este processo e fluxo de "citrinitas do mesmo", como diriam os alquimistas, repete-se igualmente em todas as demais "áreas" da existência, tantos as nevrálgicas e mais essenciais quanto as subsidiárias e derivadas. Não há uma só que escape, uma só que não esteja envolvida nesta ou naquela "rapsódia ideológica." Defrontamo-nos, então, com uma unidade humana. Mais que isso: com uma Natureza Humana estanque que, no Cristianismo, é dupla (bifurcada em "original" e "adâmica caída"), antagônica e batalha num mesmo espaço. E, nela, há pelo menos quatro processos que levam à "produção do mesmo": o afloramento expontâneo, o lógico-racional, o projetista e algo como uma "macro criptominésia."

Portanto, aqueles que nos Modern Times enxergam integral novidade, enganam-se. Apesar de ser extremamente comum ler e ouvir que o período (chamemos, pois de período; não de era, à Hobsbawn) inaugurado com o desastroso ruir de Constantinopla e ainda mais triunfante à partir da queda da Bastilha aos gritos de "Liberté, liberté chérie", é único quanto ao conteúdo, enfim, que carrega e dissemina inéditas e redentoras "boas novas", tudo não passa de mera sensação psicológica, coletiva e/ou individual; enganosa sensação que procedeu a todo altissonante e festivo eureka dos homens que pintaram de branco o rabo de um elefante sem saber que outros tantos, às vezes "artistas", já o tinham feito (melhor ou pior). À propósito, na Ciência, a venal, quantas e tantas e várias e inúmeras vezes inventores e cientistas chegaram às mesmas conclusões e aos mesmos inventos, estando todos separados espacial e temporalmente, sem terem mantido quaisquer diálogos e contato!

A Modernidade, em linhas gerais, é a restauração da moral, da contra-cultura e do espírito pagão dominantes na Antiqüidade, ou seja, do arqui-establishment anterior ao In Hoc Signo Vinces. É, portanto, a demolição do genuíno progresso reinaugurado com a revelação do Deus único do/no "sistema" judaico-cristã. É regresso, uma vez que no lugar de um único e visível destino e alvo, o destruiu e substitui por uma verdadeira "dizíma periódica" de sandices auto-destrutivas, de sistemas filosóficos que, todos, apostam em um Wonderful World no qual as árvores não são naturalmente verdes, as rosas não são vermelhas, os céus não são azuis, as nuvens não são brancas, o brilho não pertence ao dia, a sagrada escuridão não pertence à noite e Bob Thiele não o compôs para Louis Armstrong cantá-lo, enfim, cada qual abdica da razão unificadora para, naquele espírito proposto pelo Romantismo Alemão, criar suas próprias cores, definir uma paleta própria e pintar e desenhar qualquer coisa com a dinâmica de um pincel na mão de um cadáver. E que essa "obra", terminada, não seja discernível pelos outros (por todos), mas apenas compreendida, se possível, pelo subjetivo, pelo "eu, eu mesmo", deixando à meia dúzia de hermeneutas do rabisco a árdua tarefa de entender um pingo branco em uma tela branca! O jovem Werther, com suas tristezas, em uma única frase tudo resumiu: "Rio-me do meu coração e só faço o que ele quer." Da razão emerge emoção. E ela é boa. Da emoção muito raramente emerge razão, mesmo quando "pensada." E ela é má... porém, é ela e apenas ela a torta regra que, dantes restrita ao pretérito, a Modernidade voltou a conjugar sem, contudo, ser conhecedora da complexa gramática da alma humana.

Ainda assim, na Antiqüidade havia um firme fio condutor bem torcido pela eterna minoria, a sempre odiada raça dos filósofos verdadeiros: a Verdade. Afinal, em meio à sociedade do bacanal e da orgia, em meio à sociedade do bufônico espetáculo sofista, houve quem altiva e corajosamente afirmasse que "Veritas in omnem partem sui semper eadem est" -- A Verdade é sempre a mesma em todas as suas partes. (Sêneca, Epistulae Morales 79.16). O sábio, em que Era estivesse, sempre foi achado "conferindo uma coisa com a outra para achar a razão delas..." (Eclesiastes 7:27), mesmo quando a cicuta era convocada para lhe encurtar a vida.

A primeira conseqüência da não observação e acatamento da Verdade é a demoníaca confusão entre o Bem e o Mal, logo, na prática, entre o Certo e o Errado. Se para Platão "Verdade conhecida é verdade obedecida", entre nós "Tudo que é sólido se desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado..." (Marx), em suma, a Verdade já não serve para libertar por não existir uma Verdade e muito menos uma liberdade, e porque, invertido um Mundo já aos avessos, o racionalismo extremado fez e faz duvidar até do racional. O altissonante coro ideológico atual há muito cantarola que o evidente não se vê -- é abstração -- e que a realidade não se toca -- é devaneio. A sensação já não é discernida e obviamente aceita como diversa da razão, mas com ela é simbióticamente una e, por isso, confunde; e a confusão tudo divide até virar pó. No entanto, também não nos enganemos: o patronato da incerteza, por assim dizer, também não é moderno, não é "novo"; Pilatos e o seu "Quid est veritas?" há muito expuseram o caos da "dúvida indirimível."

O que foi tornou a ser. Portanto, as "grandes causas" modernas são o normal agir do antigo homem comum (sempre, fazendo exceção a Israel e aos sábios e discípulos do "Tao" espalhados entre todas as nações, e tribos, e povos, e línguas). Os exemplos são inúmeros. O aborto em todos os lugares aceito e praticado? Ei-lo nos macabros sacrifícios ao deus Moleque às famosas poções abortivas romanas. O sexo-livre, sordidamente "pan-sexual", desprovido de um sentido natural e espiritual? Procurem-no de Sodoma e Gomorra à Grécia. Ódio a maior idade e às "alvas cãs"? Informem-se sobre os sacrifícios ameríndios e, mais uma vez, sobre Roma. Maltrato a deficientes físicos? A Esparta da sopa negra terá algo a dizer. Desdém e escárnio pelas viúvas e órfãos? Todo o Mundo abundava em desprezo pelo desamparado. O impulso imperando por sobre o pensar racional? Mirem tudo, mirem todos, mirem o Mito da Caverna. O homem como medida e divina proportio em tudo? Até na "teologia" a brutal primitividade se encontrava: não eram os deuses gregos "seres" mergulhados em todos os vícios, deprevações, temores, imperfeições e inconstantes vontades comuns à criatura humana?, agindo à deriva do próprio e "incontrolável" bel prazer, a ponto de Aquiles escarnecer quase que diariamente dos "desígnios" do Olimpo, mesmo carregando próprio do DNA algo dos deuses? E por aí, vai. Apenas entre os membros da "seita do Nazareno" alguém poderia dizer, como fez Celso, relutante: "Veja como se amam esses cristãos!"

É indispensável dizer que enquanto na Antiqüidade esse multi-variado "panteão" de irracional imoralidade apresentava-se totalmente disseminado mais como fenômeno "naturalmente" volitivo -- ou seja, livre emergir da má natureza -- e pouco encontrava oposição (senão no já citado pequeno e valoroso punhado de amantes da razão que, em todas as gerações, clamou "O tempora! O mores!"), na Modernidade ela surge enquanto sistema ideológico auto-estruturalizante e, paradoxalmente, extremamente estanque, fechado, posto que admite apenas o pluralismo advindo do relativismo, e qualquer oposição a eles sofre impugnação sob o "argumento" de afronta à variedade, à democracia, à tolerância, enfim, sobretudo uma suposta afronta ao conceito de "igualdade igualitária", que prefere a geometria das equivalências massificantes, com o bônus do marasmo e inatividade geral, ao ardor e luta (logo, com divisão e desigualdade) que a Verdade promove ao afirmar opostos e oposições. Essa admissão de todos, exceto de um todo que afirma o tudo (o Cristianismo), em nome de Peace and Love é, certamente, decorrente efeito da descrença e repúdio à Verdade Objetiva, portanto negação voluntária e conscicente de uma realidade cogniscível, absoluta e universal. Contudo, é ainda mais interessante notar que o relativismo não permaneceu relativo -- como deveria, pelo bem de sua coerência interna --, mas elevou-se ao absoluto. Tais questões se explicam, justamente, pelo fato de a Verdade ser um conceito excludente, tal qual o falso. E o quê exclui, como dito... é hoje "politicamente incorreto."

A restauração do modelo pagão deu-se, exatamente, com o declínio da Idade Média. Mas, perguntaria alguém, qual foi o principal motivo do sepultamento da era do gótico? A resposta, dir-se-ia profundamente profética, registra-se em I Timóteo 6:10: "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males..." A vertiginosa ascenção da burguesia promoveu a substituição da cruz de madeira pelo cifrão metalista e, tendo a ganância como uma de suas principais vértebras, despiu-se de todas as Leis Divinas e Naturais para apoiar-se nas leis do nascente Mercado, logo, em positivismo. A ganância não costuma conhecer e reconhecer a moral e, no século XV, ao ressurgir do Novo Mundo Americano com Colombo, surgiu um Novo Mundo -- hodiernamente já uma "Nova Ordem" -- estabelecido no pragmatismo da ganância. A moral, então, acabou submetida à lei da oferta e da procura, ou seja, teve que se adaptar negando sua originalidade, enfim, sua Verdade. [um comentário: praticamente a única exceção à regra, os EUA foram o único país, de sua fundação até meados de 1900, capaz de harmonizar à doutrina cristã aos mecanismos do novo regime econômico -- vide a obra "Da Democracia na América", de Alexis de Tocqueville].

Se na Civilização Cristã a razão agia como instrumento de uma realidade ontológica que, além de um tanto quanto intuida universalmente, fora revelada, (e toda a moral social em ambas se compunha), com o Renascimento, primeiramente, e depois, com o Iluminismo -- ou Aufklärung, segundo Kant --, seu nada inocente enfant terrible, a razão por si se instalou solitária na posição de início e base de todo o pensamento, tendo em seu centro, para todos os efeitos, o nada. Note-se, contudo, que o Renascimento foi mais o resgate social, moral e cultural dos antigos; já o Iluminismo, foi a desconexão do ramo (a razão) do tronco (o homem racional).

O Moderno é dual. Mais: o moderno é ambíguo. Nele, o "muito pouco" que sobrou da razão se confunde e mistura com a vontade. Enquanto a Técnica cresce (infelizmente, não em profundidade, como quando "começou", mas em comprimento e como esporádico acréscimo de seu período mais racional) apelando, contraditoriamente, para a possibilidade de um pleno conhecimento material -- estritamente material --, a "Moral Tradicional" se degenera e deixa de existir enquanto firme norte na rosa dos ventos do espírito, já "destituída", por convenção e votação da maioria, de seu natural magnetismo. Na pesquisa e na produção de Tecnologia, ainda usa-se -- mais usa-se que aceita-se, paradoxalmente -- um pouco do "produto racional" obtido com o esfolamento da lógica no ralador do kantismo e do cartesianismo; como também o mais relativista dos homens o aceita quando defraudado no troco de sua compra no Walmart. Entretanto, nega-se qualquer objetividade quando o assunto é o quê há de metafísico na existência, quando o eu atordoado carece de chão e, cego, procura por luz, lamentando que "Nel mezzo del cammin di nostra vita / mi ritrovai per una selva oscura / ché la diritta via era smarrita." O homem moderno é, por isso, um niilista não apenas do Mundo, mas de si mesmo; ou, como diria Sartre, ele vive enclausurado numa "prison sans murs."

É a esse turbilhão do nada, que oferece estupor mental ao homem moderno através da programação do BBB pelo seu novíssimo iPod, que os arautos do relativo lauream, cantam, escrevem e capinam sua própria versão invertida dos Campos Elíseos. É à essa tara pelo pandemônio da dúvida enquanto dogma, que os formadores de opinião, verdadeiros dadaístas da informação, atiram tomates podres no Sagrado Coração enquanto, orgulhosos, estendem gigantescos armoriais genealógicos, que até Darwin duvidaria de tão ínclita fidalguia, e afirmam se aparentar com os Bobonos por parte de pai e com gibões pelo costado materno. E é este o tempo, o lamentável período, invocado sob os elevados títulos de desenvolvido, superior e, vejam só, humano!

Erra-se ainda mais quando ao correr do tempo pespega-se um suposto evoluir -- e mesmo progresso --, como se a sobreposição de uma idéia e ação sobre outra idéia e ação estivesse destinada à criar algo melhor. A idéia de desenvolvimento confunde-se, quase sempre semânticamente, com a noção de melhoria. Não se desenvolve um câncer? Qualquer oncologista sensato bem o pode responder. Desenvolver é o caminhar progressivo que visa dilatar um realidade até seu último grau de possibilidades. Desenvolver não é sinômino de prosperidade moral; poderá sê-lo em um sentido material, entretanto. Por outro lado, inexiste melhoria que não leve em consideração às rígidas regras do sistema que pretenda melhorar, enfim, grosso modo, qualquer "upgrade" que se pretenda posteriormente funcional deve levar em conta a natureza estática deste mesmo sistema.

Contudo, ainda assim, apesar da Modernidade negar, inverter e desvirtuar a Natureza Humana, ela ainda não conseguiu alterá-la na origem. Mudou-a e muda-a por meio da expressão e do comportamento; contudo, dessas mudanças, ainda advêm todos os efeitos colaterais, bárbaros e maléficos, com os quais a Civilização diariamente convive. Em boa medida, o célebre dito de Terêncio -- "Sou um ser humano: nada humano reputo estranho a mim" -- ainda é norma válida. Até quando será?

Ânsias, vislumbres e anseios por um homem não humano, capaz de destituir-se conscientemente de sua Humanidade, existem e sempre existiram no pensamento e na vontade. O übermensch de Nietzsche o exemplifica, ainda que de forma em muito mais modesta e, de certa forma, ainda humana, por mais louca e subversiva que seja, posto que proponente de uma conduta e de uma decorrente vigilância para mantê-la "coerente." Contudo, ficou o super-homem restrito à sandice de certas letras e à ficção científica. Nec plus ultra! À partir, porém, do momento em que o homem se pôde fazer e refazer em laboratório -- e para isso trabalha árduamente --, com possibilidades reais de transformar o que dantes era apenas engenharia social em engenharia genética, a configuração do ser muda e, com ela, artificialmente esvazia-se. Em "A Abolição do Homem", C. S. Lewis expõe os perigos deste processo.

Entretanto, ao deparar-se com a inexpugnável fortaleza que é a Natureza, o Moderno "raciocinou" e chegou à conclusão que o único meio de atingir seus objetivos, sem ter que arcar com os ônus todos da infração da Lei, é obrar pela alteração dela à partir de uma de suas fontes: a genética. A busca pela "pós-pessoa" deve sobrepujar os ideários, portanto, não poderá ficar consignada apenas ao discurso e ao comportamento repetido -- dentro de um contexto de livre-arbítrio. Enfim, a Eugenia deverá ser a fiadora da novidade, do inédito, do verdadeiro original. Os inícios se esteiam da clonagem à reprodução in vitro, da manipulação de células-tronco à shakes de DNA. Contudo, mesmo extremamente anti-éticas, são medíocres intervenções se comparadas ao conteúdo programático exposto nos mais recentes artigos e trabalhos científicos que, curiosamente, exprimem em retumbante uníssono: virá o moderno Prometeu. O único entrave e freio à essas tentativas de "evacuação" da Natureza tem sido o Cristianismo, mormente a Igreja...

Mas, a questão já está decidida: o Moderno, depois ultra e agora já pós, optou pelo not to be. Dessa forma, não existe e nem poderá existir dilemas e dualidades neste "admirável mundo novo" e, para tanto, imprenscindível aniquilar o humano no homem. Então, finalmente se dirá que o que não foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso não se fará, de modo que haverá o novo debaixo do sol...
[intervenção de Dayher Giménez]
 


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