domingo, 18 de agosto de 2013

-- Sem título V --

Algum coral cantaria
na madrugada a ária
que um cego compôs
vendo o ego dos avôs?

A voz trêmula do tempo
vem contar que o templo
quis cair solitário pela luz
dormente da estrela-cruz
enquanto o oco mármore
ruía ante à santa árvore.

Algum tenor cantaria
ao meio-dia a hilária
opereta do visionário
ladrão do rei-hinário?

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