segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O mar e o homem

À cara amiga Maria Izabel da Silva Uvida

Há no régio bramir do mar
algo que a humana alma recorda.
Na tempestade há certa calma;
na bonança, solitude dolorosa.
Todo barco é açoitado e navega
e o homem aviltado prossegue.
Quem cai pela virtude se ergue
diante do altar: a Luz não nega.
As vagas espelham a quietude
adulterada que jamais acalma.
Algo que a humana alma esquece
há no sério bramir do mar.

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