quarta-feira, 6 de novembro de 2013

-- Sem título VI --


Uma poesia e uma tonteria para anuviar o pensamento.
Uma piada e uma geada para enterrar logo o desalento.
Talvez mau-agouro e uma gelada, diz lá o tosco garçom,
sirvam para, sem versos e risos ocos, se livrar da razão.
 
                            =//=
 
Um ramo de liberdade eu te darei,
ceifado dos campos que não temos
pela gadanha nos montes forjada
com ferro da mina que não vemos.
 
Descerá algum anjo com o decreto
dizendo “do arado espada fazei
e da enxada forte lança preparai;
derrubai, pois, a vermelha grei.”

Nenhum comentário: