quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Indo para casa

A todos os bons soldados de todas as eras.

Eu estou voltando. Já podes ouvir meus passos?
Por entre os velhos sonhos, eu venho marchando.
Olha, adiante, a ponte que na batalha caiu:
É por aquele caminho incerto que passarei.
Dolorosas, rudes histórias eu contarei.

Ouvirás em silêncio o meu mais santo heroísmo
E a minha mais infantil e chorosa covardia.
Acende a lareira e prepara nela um cozido.
Ao amanhecer, com o sol em luz de alvorada,

Eu surgirei, e no umbral deste meu lar pisarei.
Quando os cães ladrarem su'alegre reverência
E os pássaros silenciarem por um minuto,
Acorre à porta, abre-a devagar e sorri
Como naquele dia em que jurei que tu és minha.

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