quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Organizada entropia

Algum ponto no espaço 
um dia será costurado
com a linha do antigo Véu rasgado.
As estrelas se encolherão no vácuo,
no infinito muro fátuo
que separa o Regaço.

Grande e misteriosa luz de mil sóis,
grande sombra de sideral penumbra.
O universo é mais cuidadoso poema, 
música e arte que reta geométrica.

Quando se acabará
a poeira e o mármore,
a água e a seiva da árvore?
Quando, em puro silêncio,
ir-se-á o urro do início?
Dizei, alguém, e dai indício
de que é chegado o fim.

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