terça-feira, 4 de março de 2014

Silencio-me

Que tal o silêncio?
É ele o incêndio que o mundo consome.
Se a balbúrdia domina e o grito impera,
volta correndo ao sono da tarde antiga,
à noite das estrelas iluminando abismos,
ao dia das tochas apagadas sem temor.

Procura o silêncio!
Entre o virar de uma página e a leitura,
entre o travesseiro e o sono sem sonhos,
entre o fruto outonal e o aguçado paladar,
lá está o prêmio da tua santa resignação,
o troféu pelo dia em que perdido calaste.

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