terça-feira, 2 de setembro de 2014

L'enfant terrible

Quando eu era menino,
tão corajoso era
que ao cavaleiro Quixote
a covardia eu censurava. 

O ideal do beato Morus
era para mim material
e toda utopia descoberta
mero esboço do meu ideal. 

A espinha, forte, arrepiava
diante de qualquer sinfonia.
No piano lá de casa eu via
o portal para o eternal.

Quisera eu, mais uma vez,
falar como menino,
sentir como menino,
discorrer como menino...

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