sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Urim e Tumim

Luziu na treva qualquer pensamento,
qualquer palavra saradora, unguento
da ignorância, eternidade no momento? 
Acendei os faróis, jogai à chama
o último graveto, o último rabisco,
a última esperança de quem ama.
Ao céu apontará o final obelisco
da humana arrogância, desta Babel
de loucura; então, se ouvirá o lamento. 

Martelado o sinete da perfeição,
veio pousar junto ao humano coração
o Saber, a inteligente consolação. 
Será rastro puro da verdade
esta giratória probabilidade? 
Confiai, confiai que a polida pedra
vos dará a decisão que o futuro medra:
temerá o homem e tremerá a terra.
Afinal se ouvirá contentamento. 

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