domingo, 28 de dezembro de 2014

A armadura de Saul

Esgana-te o método alheio,
apertando tua alma medieval a carcaça
e o anel comprime o sangue do teu dedo? 
Quer o mundo -- querem todos -- moldar-te
e a impressão única dos teus dedos alisar.
Faze assim! Assim sê!
Dize assim! Assim existe!
Os muitos imperativos de Ninguém
pretendem dizimar-te, solitário Alguém...
Desenham sobre o espelho embaçado outra face:
com o vapor da Geena tornam opaca a tua feição. 

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