domingo, 9 de agosto de 2015

Good old times

Esses dias que não têm volta,
quando em mim se repetirão?
Se fecho os olhos, vejo a porta,
vejo a casa, piso no terreirão.

Oh, meu avô, vou-me para aí.
A cana já chegou ao riacho?
O pangaré-alazão está por aí?
E a jabuticaba, aonde acho?

Por que o cinza-concreto venceu?
Os dias ainda tinham suas noites,
claras de estrelas a inspirar Orfeu.
Estão apagadas as celestes hostes...

Oh, Don Chico de las Españas,
aonde estão as árabes tuas romãs?
Aonde a fonte murmura as águas
que nos saciavam pelas manhãs?

Estes dias de graxos colesteróis,
de histéricos pratos coloridos,
terão outra vez do cateto o gosto?
O borralho não mancha o rosto.

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