domingo, 30 de agosto de 2015

Laetitia iuvenem


Mede, se puderes, do universo toda a luz. 
Conta, nos dedos, as espargidas estrelas. 
Partilha o brilho das galáxias num piscar. 
Que é que tens, na alma cerrada, a falar?
Sopras suspirando as folhas e caravelas... 
Se é sonho, porque dói a carne que reluz?

Resplandece, oh sol, na mais fria manhã,
quando a luz fortificar limpidez inaquecível,
quando a aurora colorida queimar com gelo!
Em Espanha construo ainda aquele castelo:
a muralha é de nuvem -- pedra imperecível.
Dize, relógio: Por que ontem não é amanhã?

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