sábado, 5 de setembro de 2015

A Oração do Protestante


Oh, bom Jesus! 

Esta coroa, Senhor... Dela arranquei os botões e as flores: deixei-te apenas os secos e duros espinhos. Tu, fiador das suaves pétalas dos lírios! Por que o acúleo flagelo, como que pelo sangue nutrido, ainda mais verde ficou?  

Esta lança, Senhor... Forjei para ela a lâmina lancinante: soldado de longo braço manejou-a para o lado te perfurar. Tu, silente cordeiro de Deus! Por que tua pura água não quis enferrujar o assassino metal? 

Estes pregos, Senhor... Tomei-os das barracas filistéias: mais pontiagudos são hoje aqueles que os martelos fixam nos dormentes das locomotivas. Tu, ourives dos espaciais minérios afogueados! Por que os toscos cravos brilharam como o ouro da arca? 

Sendo injusto, tu por Graça me amaste. Eu, aquele te matou! Porém, fizeste-me justo e, então, pela Fé eu vivi.

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