sábado, 26 de setembro de 2015

Dum spiro, spero

Iludir-se mais um pouco, sonhar outra vez, almejar a cor da vida quieta entre os escombros acinzentados da morte barulhenta, cerrar os olhos à realidade não escolhida, sorrir quando inclementes choram de agonia os povos, estar consciente de que lá fora faz frio e as sombras rondam as almas boas e, mesmo assim, por-se a regar o mundo como que diante do doméstico jardim. Ah, isso é ter esperança! 

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