sábado, 19 de março de 2016

Dadaísmo Significante -- II

[exercício de versificação]


As badaladas dos sinos
Sinistros nos abalam.  

Uma estátua está erigida
Na tua alma fixa: estática.

Abarca todo o mar com teu barco.
Com tua nau, navega sobre as vagas.

Alucina o gênio hoje.
Alucinógeno no jejum.

Inépcia e perspicácia não pouparão
Do controverso o inerte e o perverso.

Helena de Tróia ressuscitou suando
Quando suscitaram a Perestroika.

Estereótipos são ótimos sistemas
Para tematizar o ópio dos outros.  

Comi guloseimas para glosar a gula.
O açúcar engolido coagulou: gosma.

O carrapicho grudou no piche do carro.
O carrapato sugou o couro do sapato.

O polvo, monstro marinho, da terra tem medo
Enquanto a guerra medeia o povo dos mares. 

Turva turba são os pensamentos.
Mentes pensando. É turbulência.

Água para alagar a tara
De molhar o pé da mulher.

Mordor acinzentou a dor do amor.
Agora o ódio domina a cor da ágora.

O são não será santo se não
Servir sins no antro do louco.

Não tema o trema! Pão da terra,
Trigo da guerra, trio da trégua!

Letrados lentos e tarados, sonolentos
E solitários, inventam lerdos invernos.

Provoco o vocacionado a vocalizar
As vozes ocas dos ocos irracionais.

A temperatura da gordura
Ardia na frigideira dura.

O lobo no cio vai balindo sua astúcia.
Eia, SUS! O povo acendeu o fio-pavio.

Árdua e dura pedra que medra
O caminho de quem tem medo.

Exaurir os rins com risos,
Rindo do siso do rinoceronte.

Mijando no milho molharás
A tísica pipoca dos políticos.

O cão ladrava contra o cachorro que latia.
A ladra roubava sozinha o pão do encontro.

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