sábado, 19 de março de 2016

Desmatamento

Detinha-me o viço
Das árvores caídas.
O verde sanguinolento
Do machado escorria
Para o morto regato.

Corpos de lenho carnal!
Esqueletos de cerne corporal!

O sol morreu antes de escurecer.
A noite acinzentou com luto a lua.
Amanheceu e a madeira crepitava:
A pilha se reduzia à pó na pira.
A terra de toda vida é cripta. 

Nenhum comentário: