sexta-feira, 11 de março de 2016

Filosofia brasílica

Pia como a coruja, sabiá.
Cora já de sabedoria
a tua pena tropical.
Cali grafa com cinza
teu colorido animal.

Do sicômoro, canta a grega canção
quando pontear a viola caipira.
À meia-noite invoca o canário:
ele te contará o atlante segredo.
Banha-te no fogo aluarado da fênix
e, sem máscara, baila no teatro
de Ésquilo a sertaneja catira. 

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