sábado, 16 de abril de 2016

διαλεκτική

Do duelo, o dueto.
Desvelo do pensamento,
Novelo do tempo.
Que se pode dizer
Quando nada se quer falar?
Que se pode olhar
Quando nada se quer visar?
Tudo é fina sombra impenetrável,
É grossa e transparente muralha.
A verdadeira alegria é raio
De esperança que amedronta
O bebê no berço e o velho na cama.
Nossas antigas montanhas
Poderão suportar vales
Brancos e floridos?
A Eternidade goteja
No santo lenho...
Da madeira ressequida,
De sangue poeirenta:
Um broto carmesim.

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