sábado, 2 de abril de 2016

Durante as aulas de sexta-feira

O jogo do amor
É um tabuleiro de esperteza,
Onde o jogador
Movimenta com presteza
O sentido ardor
Com langor e ligeireza.
Benta lide onde o perdedor
É do louro o ganhador,
Coroado com a beleza
Dum consciente estupor.

Todo filho de Adão
No peito carrega
Um abismo sem chão,
Onde a alma deságua
Sua divina solidão.
É tão frágil que escorrega
Como fio de água
Para dentro da caverna,
Goela e garganta
Da cósmica imensidão. 

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