sexta-feira, 8 de abril de 2016

Outra Quinta

A moça de vestido azul
Olha para o céu do teto,
Vê estrelas na candeia elétrica,
Desfia a longa tapeçaria
De carne que palpita seu pensamento.
O coração vem corar na face --
Branca como leite acanelado,
Quente como linho recém-passado.
Que olhas, com olhar de solitude?
Que miras, quando nada é ausente?
A ausência é presença
Quando quer ser notada.
É mira de flecha não disparada,
É alvo que acerta por querença.
A moça de vestido azul
Sorri com toda a alma. 

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