quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Bilhete à Ela [trecho do quase acabado conto “Sob o Sol do Inverno”]

Que clichê, dirás, é falar da luz do olhar. Mas que outra coisa poderia eu dizer destes luzeiros de alma vibrante que destilam paz em minha alma? Que te poderia dizer senão os versinhos antigos, as riminhas infantis e os sussurros de sempre? O amor é igual desde o Éden, Helena. São iguais as juras entre o casal de Verona e as promessas que te fiz sob o ipê branco. Estas palavras usadas pelos românticos e pelos parnasianos surradas, são as melhores. Se não são refinadas em literatura, são apuradas para o coração. 

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